Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Mudam-se - Luis de Camoes
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Category: Camoes
Sábado, Outubro 24, 2009
Anjos ou deuses - Fernando Pessoa
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Category: Fernando Pessoa
Sabio - Fernando Pessoa
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Category: Fernando Pessoa
Terça-feira, Setembro 29, 2009
A Flor do Sonho - Florbela Espanca
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.
Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim! …
Milagre… fantasia… ou, talvez, sina…
Ó flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!…
Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…
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Category: Florbela Espanca
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Por que me falas nesse idioma? - Cecilia Meireles
Em qualquer língua se entende essa palavra.
Sem qualquer língua.
O sangue sabe-o.
Uma inteligência esparsa aprende
esse convite inadiável.
Búzios somos, moendo a vida
inteira essa música incessante.
Morte, morte.
Levamos toda a vida morrendo em surdina.
No trabalho,
A vida é a vigilância da morte,
até que o seu fogo veemente nos consuma
sem a consumir.
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Category: Cecilia Meireles
Sábado, Setembro 26, 2009
Chega de saudade - Vinicius de Moraes
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse,
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim,
Mas se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim,
Abraços e beijinhos,
Que é pra acabar com esse negócio
Não quero mais esse negócio
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Category: Vinicius de Moraes
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Preparacao para a Morte - Manuel Bandeira
Cada flor,
Com sua forma, sua cor, seu aroma,
Cada flor é um milagre.
Cada pássaro,
Com sua plumagem, seu vôo, seu canto,
Cada pássaro é um milagre.
O espaço, infinito,
O espaço é um milagre.
O tempo, infinito,
O tempo é um milagre.
A memória é um milagre.
A consciência é um milagre.
Tudo é milagre.
Tudo, menos a morte.
Bendita a morte,
que é o fim de todos os milagres!
Manuel Bandeira
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Category: Manuel Bandeira
Oracao Celta

I
Que jamais, em tempo algum,
o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade
jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho
sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira
de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia
de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis
olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço,
onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas
de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa,
que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
esteja sempre presente em teu coração
a lembrança de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente,
para que tu percebas a ternura invisível,
tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalento te acompanhe, na terra ou no espaço,
e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores,
o teu viver e a tua passagem pela vida,
sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto,
viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz,
a tua tristeza em celebração,
e os teus passos cansados
em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais,
em tempo algum,
tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!
II
Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente às suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caía de mansinho em seus campos...
E, até que nos encontremos de novo,
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
III
Que despertes para o mistério de estar aqui
e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom
e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante
e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior
reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos
que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada
tecida em torno do cerne do assombro.
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Category: Espiritualidade
Terça-feira, Setembro 22, 2009
E facil trocar as palavras, Dificil e interpretar os silencios!
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Category: Outros poetas
De volta apos uma pequena ausencia
deixo...
o meu nome
profissão
morada
telefone...
Beijos do Prince
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Category: Manoel Sanches
Sexta-feira, Agosto 28, 2009
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo - Pessoa
Não florescem no inverno os arvoredos,
Nem pela primavera
Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do Sol)
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Fernando Pessoa como Ricardo Reis
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Category: Fernando Pessoa
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Sensualidade, Erotismo ou Pornografia...
Minha vó é uma grande figura: entre outras de suas tiradas, diz que se soubesse que ficaria viúva tão cedo (em torno dos 25) não teria casado virgem e teria aproveitado bem mais. Isso ela diz hoje, num tempo em que falar de sexo é não apenas comum como aconselhável, num tempo em que seus netos – e netas – dormem com os namorados em casa, na mesma cama. Naturalmente nem sempre foi assim, muito pelo contrário, ainda em meados do século XX temas como masturbação e bissexualismo eram considerados tabus, enquanto outros como pedofilia permaneciam ocultos sob um pacto de silêncio.
Hoje, e cada vez mais, sexo é um tema tão em voga (ainda que tão mal tratado) que eu penso que logo abrirá uma faculdade de sexologia: sim, se há faculdade para se estudar a literatura, a música, há faculdade para se estudar a estatística, a publicidade, por que não para estudar o sexo? Não falo em psicanálise nem em pedagogia sexual, falo em uma abordagem multidisciplinar que aborde o sexo de forma séria, investigando-o, levantando véus e mesmo alertando para os perigos de um hedonismo sem limites.
Mas estou abusando das preliminares, não quero broxar meu leitor: o assunto aqui é sexo e literatura. Muito antes do cinema, a literatura já rompeu diversas vezes com o status quo e recheou suas páginas de sensualidade, erotismo, pornografia. De Sade a Flaubert – sim, Flaubert, quem mais excitante que a Madame Bovary? –, de Bocage a José de Alencar – quem mais excitante que Iracema? –, a sexualidade tem sido tema constante seja como protagonista seja como condutora silenciosa da história. Presença que não poderia deixar de se acentuar na contemporaneidade, quando os clipes musicais, a publicidade e a novela das oito exploram o tema quase ao limite da banalidade, desafiando a quem queira manter o erotismo sem desbancar para a vulgaridade.
A este desafio se propôs o gaúcho Elizário Goulart Rocha em seu romance de estréia, Silêncio no Bordel de Tia Chininha (Letras Brasileiras, 2006, 120 p.). Publicado em 2001, ganha agora uma belíssima segunda edição da Letras Brasileiras, que, aliás, vem chamando a atenção do mercado editorial do sul deste Brasil.
O bordel, sem dúvidas, está no imaginário de nove entre dez homens, tenha ele freqüentado ou não algo parecido com um bordel literário: é que o bordel literário é recheado de mulheres lindas, disponíveis, alegres; fica num lugar distante, exótico, até, e não tem a exploração absurda das sofisticadas casas noturnas das capitais modernas: tanto as meninas quanto os clientes são tratados com respeito. Eis o cenário.
Mas não espere de Elizário um romance pornográfico, de uma pornografia barata, aqui estamos falando primeiro em literatura, depois em sensualidade. O conflito que movimenta a história é o eterno dilema dos retirantes: Ataliba, casado e pai de cinco filhos, diz que vai tentar a vida no Rio de Janeiro e abandona sua família à própria sorte. Jovita, bela mulher de 24 anos, carola o suficiente para achar que sexo é pecado, que desejo é pecado, vê-se obrigada a abandonar a casa onde mora antes que seja despejada e procura a sogra, Tia Chininha, dona do bordel mais respeitado da cidade. A sogra acolhe a mulher e os “ranhentinhos”, como os chama o narrador, mas a eles reserva o quarto dos fundos onde devem permanecer durante toda a noite em completo silêncio, sem sair dali por nenhum motivo, nem para fazer xixi ou cocô.
É desse encontro entre a velha dona de bordel e a jovem menina reprimida que nasce a história, daí que emergem os conflitos, os desejos. Jovita tem “os peitos arrepiados” e sente “o roçar do lençol”. Não é indiferente aos gemidos do salão principal, aos corpos esculturais das meninas preferidas e nem ao corpo em formação da filha, Camila Luciane.
“Jovita andava sentindo uma coisa estranha. Devia sentir saudade, muita saudade, mas não sentia. Devia achar insuportável a falta do marido, mas não achava. Devia ficar constrangida por andar tão à vontade num lugar daqueles, e às vezes à vontade mesmo, de mini-blusa que ficava suspensa abaixo dos seios, que marcava os mamilos e os excitava ainda mais, não à noite que a coragem não era tanta, mas de dia, mesmo assim, as calças justas, às vezes sem calcinhas, porque tinha poucas, e quando chovia não secavam, e o roçar do jeans, quem diria, agora até de jeans andava, dê-lhe a excitá-la, mas não ficava constrangida. Os elogios de Laura Melina, agora simplesmente Mel, e Isabel, agora simplesmente Bel, eram capazes de satisfazê-la tanto quanto os melhores galanteios masculinos que já ouvira. Não tinha qualquer intenção de gostar de mulher, o que é que é isso, pelamordedeus, homem é coisa muito boa, mas elogio é ainda melhor.”
Eis um trecho de singular sensualidade de uma história de singular sensualidade em que a todo instante o leitor vê-se excitado, de fato e com o desenrolar dos acontecimentos, excitação essa que nunca chegará ao êxtase, pois o narrador mantém com rédeas firmes o rumo de sua história e interrompe algumas cenas potencialmente eróticas antes que elas se consumam, cabendo ao leitor imaginá-las e inventá-las a partir de seus fetiches.
Jovita, aliás, é filha do fetiche. Sempre desconfio quando homens escrevem sobre a sexualidade de mulheres, há sempre ali muito mais um desejo masculino do que uma verdade feminina, e Jovita é uma jovem de peitos duros louca para saciar desejos profundos, que anda com poucas roupas e repara nas outras meninas, ou seja, um desejo masculino. Aliás, há outra personagem que cresce com o passar das páginas, ou melhor, com o passar dos dias, que seria uma espécie de neta do fetiche, posto que é a filha “de coxas grossas e pelinhos loiros” de Jovita.
Um leitor que tenha se baseado simplesmente na capa, em que vemos uma bela e jovem mulher deitada, nua e possivelmente se masturbando, com a palavra Bordel em destaque, talvez não chegue ao final do livro. Este leitor espera pornografia, e o que temos, já foi dito, é erotismo, é o jogo da sensualidade. Como diz Barthes em O Prazer do Texto, o que seduz é a encenação do aparecimento e desaparecimento, não a total nudez.
Portanto é para um leitor experimentado, iniciado e apreciador não apenas das generosas formas do corpo humano mas também da beleza estética da literatura que Silêncio no Bordel de Tia Chininha foi escrito. Leitores como Eduardo Bueno e Deonísio da Silva, o primeiro que saúda o romance na orelha e o segundo que tem nessa segunda edição publicada como prefácio uma crítica que escreveu a época do lançamento, crítica em que qualifica a obra como “forte candidato a um dos melhores romances deste alvorecer de século”. Se é para tanto ou não, depende de cada leitor. No final das contas julgar um livro é como julgar uma mulher: desde que não sejam notoriamente mal feitos, a beleza e a qualidade estão muito mais nos olhos de quem vê.
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Category: Sensualidade, Textos interessantes
Quinta-feira, Agosto 06, 2009
Consolo na Praia
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
Carlos Drummond de Andrade
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Category: Carlos Drummond
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Poema da Purificacao - Drummond
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.
Carlos Drummond de Andrade
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Category: Carlos Drummond
Terça-feira, Agosto 04, 2009
Nao tenho ambicoes nem desejos - Fernando Pessoa
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Category: Fernando Pessoa
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
Soneto da Saudade - Guimaraes Rosa
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Category: Outros poetas
Segunda-feira, Julho 27, 2009
A minha dor - Florbela Espanca
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Category: Florbela Espanca
Domingo, Julho 26, 2009
O rio - Vinicius de Moraes
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Category: Vinicius de Moraes
Kiss from a Rose - Seal
Costumava existir uma torre cinza sozinha no mar.
Você se tornou a luz no meu lado escuro.
O amor me lembrou uma droga, me eleva o bastante para curar
Mas você sabia, que quando neva os meus olhos se tornam maiores,
e a luz que vc emite pode ser vista...
Querida, Eu comparo você ao beijo de uma rosa na sepultura
Quanto mais eu tenho você...
Mais estranho parece
E agora que a sua rosa desabrochou
A luz acerta a escuridão na sepultura
Existe tanta coisa que um homem pode dizer a você,
tanto que ele pode dizer
Você me lembra, meu poder, meu prazer, minha dor...
Querida!!!
Para mim você é como um velho vício que eu não posso negar...
Você não me dirá se isso eh saudavel, querida?
Eu tenho sido beijado por uma rosa sobre a sepultura.
Eu tenho sido beijado por uma rosa (na sepultura).
..(Eu deveria cair, deixar tudo isso ir embora)
Tenho sido beijado por uma rosa na sepultura.
Agora que sua rosa desabrochou.
A luz acerta a escuridão nas cinzas .
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Category: Musicas
Quarta-feira, Julho 22, 2009
Delirio - Cintia Melo
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Category: Outros poetas
Sexta-feira, Julho 17, 2009
Mestre - Fernando Pessoa
Todas as horas
Que nós perdemos,
Se no perdê-las,
Qual numa jarra,
Nós pomos flores.
Não há tristezas
Nem alegrias
Na nossa vida.
Assim saibamos,
Sábios incautos,
Não a viver,
Mas decorrê-la,
Tranqüilos, plácidos,
Lendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza ...
À beira-rio,
À beira-estrada,
Conforme calha,
Sempre no mesmo
Leve descanso
De estar vivendo.
O tempo passa,
Não nos diz nada.
Envelhecemos.
Saibamos, quase
Maliciosos,
Sentir-nos ir.
Não vale a pena
Fazer um gesto.
Não se resiste
Ao deus atroz
Que os próprios filhos
Devora sempre.
Colhamos flores.
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos
Calma também.
Girassóis sempre
Fitando o sol,
Da vida iremos
Tranqüilos,tendo
Nem o remorso
De ter vivido.
Fernando Pessoa como Ricardo Reis em 12/06/1914
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Category: Fernando Pessoa
Sexta-feira, Julho 10, 2009
Inconstancia - Florbela Espanca
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Category: Florbela Espanca
Sexta-feira, Junho 26, 2009
O tempo nao para - Cazuza
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Category: Musicas
Quarta-feira, Junho 24, 2009
O Bau - Mario Quintana
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Category: Mario Quintana
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Paradoxo da verdade - Tao te king - Lao-Tse

parece ser imperfeito.
Embora a sua oculta plenitude
plenifique todas as vacuidades.
Quem possui verdadeira plenitude
É inesgotavel
Por mais que se esgote.
Quem anda direito,
parece torto.
Grande habilidade parece inabilidade.
Arte genuína
parece mediocridade.
Movimento supera o frio.
Quietação vence o calor.
O que é puro e verdadeiro
sempre orienta o mundo.
Lao-Tse da obra-prima Tao te king
Tudo que é do mundo da qualidade é ignorado pelo mundo das quantidades.
O cego acha normal a escuridão o anormal a luz.
O doente que nunca conheceu saúde pode achar normal a doença e anormal a saúde.
Portanto a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria dos homens.
As grandes verdades quase sempre aparecem em forma de paradoxos.
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Category: Espiritualidade, Manoel Sanches
Quarta-feira, Maio 27, 2009
Se alguma vez, nos saloes de um palacio - Baudelaire

Se alguma vez, nos salões de um palácio, sobre a erva de uma vala ou na solidão morna do vosso quarto, acordardes de uma embriaguez evanescente ou desaparecida,
Para não serdes escravos martirizados do tempo,
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha.
Mas embriagai-vos! Deslumbrai-vos!
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Category: Outros poetas
Terça-feira, Maio 26, 2009
Vai alta no ceu a lua da Primavera - Pessoa
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Segunda-feira, Maio 25, 2009
Monica Bellucci - Malena
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Category: Filmes, Sensualidade
Era musica... J. G. de Araujo Jorge
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Domingo, Maio 24, 2009
Jardim interior - Mario Quintana
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono…
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.
Mário Quintana
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Category: Mario Quintana
Sexta-feira, Maio 08, 2009
Calunia - Mario Quintana
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Quarta-feira, Maio 06, 2009
O amor e paciente
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Category: Imagens, Textos interessantes
Terça-feira, Maio 05, 2009
Sexta-feira a noite - Marina Colasanti
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Category: Sensualidade, Textos interessantes
Erupcao - Anais Nin
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Category: Anais Nin, Sensualidade
A Puta - Carlos Drummond

Carlos Drummond
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Domingo, Maio 03, 2009
O amor - Hermann Hesse

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
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Sábado, Maio 02, 2009
George Michael & Elton John - Don't Let The Sun Go Down On Me
Não deixe o sol se apagar em mim
Eu não posso mais deitar-me na escuridão
Todas as minhas imagens parecem estar descorando
Estou ficando cansado e o tempo ainda me persegue
Estou paralisado aqui, na escada da minha vida
Muito tarde para salvar-me da queda
Eu tive uma chance e mudei seu modo de vida
Mas você entendeu-me mal quando te encontrei
Fechou a porta e deixou-me cego pelo desejo
Não deixe o sol se apagar em mim
Apesar de procurar-me
É sempre um outro alguém que vejo
Eu sou apenas um outro fragmento de sua vida
Para vagar live
Mas perder tudo
É como se o sol se apagasse em mim
Eu não posso encontrar toda a aspereza da vida
Mas veja-me uma vez e veja como me sinto
Não me ignore só por que você acha que te magoei
Essas feridas que trago, elas precisam de amor para ajudá-las na cura
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Category: Musicas
Sexta-feira, Maio 01, 2009
Felicidade - Manuel Bandeira
Ela esmorece,
Tão lentamente no céu de prece,
Que assim parece, toda repouso,
Como um suspiro de extinto gozo
De uma profunda, longa esperança
Que, enfim cumprida, morre, descansa…
E enquanto a mansa tarde agoniza,
Por entre a névoa fria do mar
Toda minhalma foge na brisa:
Tenho vontade de me matar!
Oh, ter vontade de se matar…
Bem sei é cousa que não se diz,
Que mais a vida me pode dar?
Sou tão feliz!
— Vem, noite mansa…
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Category: Manuel Bandeira
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Os teus olhos - Florbela Espanca
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Category: Florbela Espanca








































