sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Toada do Amor - Carlos Drummond


E o amor sempre nessa toada!

briga perdoa perdoa briga.


Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.

Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?

Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.

Carlos Drummond

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