segunda-feira, agosto 28, 2006

As Valquirias


As Valquírias tem frequentemente inspirado poetas como mulheres guerreiras que cavalgam corcéis, armadas de elmos e lanças. Elas foram um arquétipo tão poderoso da alma nórdica, que foram vistas, em épocas ulteriores, como dotadas de uma faceta delicada e suave em sua natureza, podendo parecer como Donzelas-Cisne, capazes de voar através dos céus, carregando os guerreiros mortos para o Valhala. Os nórdicos desejavam a tal ponto suavizar e tornar agradável a terrível faceta primal da deusa que a representavam em uma forma mais branda. Foi por isso, que elas passaram para o imaginário artístico moderno com as enormes asas laterais em seus capacetes.


As Valquírias eram belas jovens mulheres louras de olhos azuis, que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.



A palavra vem do nórdico antigo Valkyrja (algo como "as que selecionam os mortos em batalha"). No século VIII e IX o termo usado era Wælcyrge.




As Valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final.




As Valquírias cavalgavam nos céus com armadura brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Dia 31 de janeiro é a data dedicada às Valquírias.


Acreditava-se que a aurora boreal, o Sol da meia-noite dos países nórdicos, era a luz refletida pelos escudos das Valquírias ao levarem as almas para Valhala.

The Valkyrie's Vigil , de Edward Robert Hughes.


Em cada um de nós há o desejo do herói, com a capacidade de superar os desafios da vida. O encontro com o verdadeiro herói requer uma viagem, da inconsciência a conscientização, das tenebrosas profundezas até as altitudes luminosas e da dependência à auto-suficiência.

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